Funcionário ou Prestador de Serviço?

Jogador de futebol é tudo igual. Certo? É, quase.

Mas jogador de futebol é funcionário ou prestador de serviço?

Vejo essas confusões envolvendo os jogadores da base do São Paulo, buscando melhores condições de trabalho, buscando segurança financeira, o que for, e as opiniões divergem entre o “nada mais justo” e o “mercenário que não valoriza o que o clube já fez por ele”.

Bom, se estivéssemos falando do mercado de trabalho “comum”, nada mais justo. Quem não está sempre ligado aos acontecimentos do mercado para de repente aproveitar um convite, uma boa proposta?

É, mas jogador de futebol assina contrato, com tempo e valores definidos, assim como um prestador de serviço que, para quebrar ou encerrar esse contrato quase sempre precisa arcar com uma multa, uma compensação para a parte lesada, nesse caso, o clube.

Independente da categoria onde os jogadores de futebol estão inseridos, essa é uma questão que está muito longe de ser resolvida. E muitas legislações precisarão ser revisadas e mudadas para que tenhamos algo mais próximo daquilo se considera justo.

Enquanto isso não ocorrer, contratos de jogadores de futebol continuarão a ser meras apostas, sujeitas a variações “climáticas”. E jogadores injustiçados e clubes menosprezados existirão, ou melhor, coexistirão para sempre, para o bem (ou mal) do futebol.

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Futebol Brasileiro cansa…

Sinceramente não sei se é a expectativa pelo início da temporada da NFL mas ando meio de saco cheio do Futebol Brasileiro.

Se não bastasse discordar da forma como a CBF o administra, incluindo aí calendário, associações políticas, prepotência, entre outras coisas, as discussões envolvendo o certame são cada vez mais parciais e sem sentido.

Hoje, dia de mais uma convocação da “nossa” seleção, me deparo com a imprensa especializada analisando o nome de Ronaldinho Gaúcho na lista. “Desespero”, diz um. “Favorecimento ao Corinthians”, diz outro.

Não gosto do Mano Menezes mas, se o jogador do Flamengo vem jogando bem, qual o problema? Aposto que uma enquete publica colocaria o Gaúcho entre os 23 com folga.

Junte a essa discussão o estádio do Corinthians, a má fase do Ganso, a venda de Neymar, o descontentamento do Casemiro, a volta do Adriano e do Fabuloso e quem ganha mais ou menos no Palmeiras. Pronto, estourou…

Infelizmente, cada vez menos estamos preocupados com a técnica dos jogadores, com a capacidade dos treinadores, com o desenvolvimento do esporte. O importante é por lenha na fogueira.

Ok, faz parte do “charme” do futebol. Mas não seria nada mal termos mais “Leonardos Bertozzi” e menos “Renatos Mauricio Prado”.

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Esperando Francisco…

À espera do Francisco, tenho tido pouco tempo para pensar os textos para o Blog. Eu sei, inaceitável.

Na expectativa do retorno da NFL, o Brasileirão vai engrenando. Flamengo, Corinthians e São Paulo despontam como o “bloco da frente”, com Vasco, Palmeiras e Botafogo logo atrás. Mas, face à competitividade do torneio, nada que três rodadas não possam mudar.

Próximo à metade do campeonato, coloco como principais destaques até agora Ronaldinho Gaúcho, Danilo e, porque não, Dagoberto.

Entre os três primeiros colocados, o Flamengo, ainda invicto, se mostra mais consistente. A recente queda do Corinthians e a oscilação constante do São Paulo precisam ser rapidamente contornadas para que o rubro negro não dispare. Se bem que os próprios São Paulo e Corinthians já abriram vantagens que não conseguiram sustentar por muito tempo.

Temos ainda muito campeonato para acontecer. As recentes contratações vão ganhando condições de jogo, os times vão assimilando o estilo de seus treinadores e acho que ainda teremos muita oscilação no topo da tabela.

Francisco, que já é torcedor fanático dos Patriots, Celtics, Red Sox e, claro, do Tricolor paulista, presenciará um segundo turno de brasileiro empolgante…

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A saga de Kleber

Não bastasse o envolvimento do seu nome em inúmeras especulações nos últimos dias, ontem, em jogo contra o Flamengo, o atacante Kleber protagonizou um lance no mínimo polêmico.

Confesso que não vi o lance ao vivo. O replay da Globo.com mostra desde o momento em que os jogadores de Palmeiras e Flamengo discutem, imagino eu, sobre quem deveria devolver a bola para quem, na já incorporada demonstração de Fair Play que a FIFA tanto incentiva.

Kleber não é santo. Pelo que leio na imprensa nos últimos dias, discordo de sua postura com relação a sua permanência ou não no Palmeiras. Mas, até aí, tachar Kleber de um mau maior, de ser praticamente o novo “Bin Laden”, acho de um exagero sem tamanho.

Se a discussão sobre a posse de bola não tivesse ocorrido, talvez a atitude do palmeirense tivesse sido ofensiva. Mas no calor do jogo, após 90 minutos jogados, cotoveladas e chegadas mais fortes de todos os lados, não posso (eu, pelo menos) faz um julgamento de mau caratér da pessoa. Pelo menos não em um lance como esse.

Pelas atitudes que vejo em campo, não gosto de Kleber. Acho um jogador desleal, de uma marra exagerada e que, como disseram ontem, ainda não ganhou nada no futebol.

Mas ontem, na jogada do exigido Fair Play, me pareceu que Kleber quis simplesmente”cutucar” o Flamengo (até pela qualidade do chute dado após o desenrolar do lance). E isso, convenhamos, ele conseguiu…

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Desabafo…

Apesar de o Brasil ter feito sua melhor partida na competição, foi na disputa de pênaltis, ao meu ver, que ficou evidente o problema de nossa seleção.

Brasileiro vai para a cobrança. Erra. Alinha com os companheiros. Dane-se.

Paraguaio vai para a cobrança. Erra. Alinha com os companheiros. Fica, então, enchendo a orelha dos demais: “O gramado está ruim, faz o básico, chuta no meio…”

Porque isso acontece? O problema do brasileiro está na cabeça. Falta comprometimento coletivo. Cada um ali só está pensando no seu. Falto o sentimento de patriotismo, de pensar na cambada de gente que está em casa, sofrendo pela seleção.

Em clube, a mesma coisa. Tudo culpa da cultura, da forma de pensar que infelizmente domina a grande maioria do povo brasileiro. Quer fazer um teste? Jogue o módulo BAL (Become a Legend) do PES. MESMO JOGANDO PELO SEU TIME DO CORAÇÃO, se o time ganhar, ok. Se não, dane-se. Eu apareci? Eu fui bem? É o que importa.

Amor à camisa, respeito às tradições? Aonde…

Ontem li um twitter não me lembro de quem, algo como “Neymar ficou abalado com a eliminação, mas ligou para o banco e já passou.” É o extremo , mas também é a essência.

O gramado era ruim? Era.

O trabalho de mano é questionável? Muito.

Os jogadores mais jovens sentiram a responsabilidade de conduzir o Brasil? Evidente.

Mas o buraco é bem mais embaixo e não fica próximo à marca da cal.

Porque esse aí era o time que pedíamos ao “professor”, ou não era? E mesmo assim repetiu o fracasso como os times de 2006, de 2010…

O ponto é que hoje a seleção brasileira vai, cada vez mais, deixando de ser uma representação do povo brasileiro para se tornar a imagem e semelhança do presidente de sua confederação. Danem-se os fins. O importante mesmo são os meios. Aliás, infelizmente, esse tipo de postura parece não ser exclusividade de presidente de confederação, já que presidente de clube, da república, todos hoje parece pensar da mesma forma.

Enquanto isso, ficamos cá, nós, discutindo o sexo dos anjos. Talvez pela nossa ingenuidade, talvez pela paixão pelo jogo, talvez pela nossa justificável passividade diante de tudo.

Acreditar que a eliminação da Copa América irá mudar os rumos do país é demais. Se ela pelo menos nos fizer refletir sobre o que somos como nação, já valeu de alguma coisa.

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Brasil…

No dia 08 de Junho, no momento da convocação da seleção brasileira para a Copa América, avaliei os jogos do Brasil frente Holanda e Romenia e, diante de uma evidente falta de futebol, ponderei entre o cansaço do final de temporada europeu e a vontade de fazer parte do grupo que ia à Argentina.

Não sou especialista em nada, não fui jogador de futebol, sou apenas um “pitaqueiro de plantão”. Dentre os convocados, acho que Mano, em um primeiro momento, escalou o que tinha de melhor.

Isto posto, restam duas análises. A individual e a do conjunto.

Individualmente, a seleção está muito mal. Julio Cesar quase traz o Brasil de volta, Daniel Alves é um poço de má vontade, Thiago Silva e Ramires estão irreconhecíveis, assim como Ganso (aliás, o problema de Ganso aparentemente é físico), e Robinho vem mantendo seu padrão dos últimos tempos.

Coletivamente, a seleção, na minha opinião, está pior ainda. A defesa me parece mau treinada, falta combatividade ao meio-campo e colaboração do ataque. Já que ganso não marca, que Neymar e Robinho venham fechar os laterais adversários em nosso campo de defesa como meias para que o Brasil possa retomar a bola e ir, com velocidade, a ataque.

Resumo da ópera, mesmo classificada, a campanha da seleção em terras argentinas é pífia. A entrada de Maicon no lugar do descompromissado Daniel Alves deu nova vida à seleção, assim como o desencantar de Pato e Neymar. Não deveria ser suficiente para levar o Brasil ao título mas diante da instabilidade de nossos adversários, tudo é possível.

Amanhã começa, outra vez, a Copa América.

Vamos ver o que Mano Menezes e seus pupilos farão para se sustentar como protagonistas dos cargos mais palpitados e cornetados da nação.

 

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FELIZ DIA DO ROCK N’ ROLL!!!

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